Diante da necessidade de mostrar que a língua apresenta formas variáveis e que, portanto, não existe uma maneira “certa” ou “errada” de falar. Se qualquer pessoa que seja falante de nosso idioma pode compreender perfeitamente o que falamos, ou seja, as idéias expressas durante o ato comunicativo, não há porque considerar uma forma “certa” e outra “errada”. Pois, do ponto de vista estritamente lingüístico, não há nada nas variedades lingüísticas em si que permita considerá-las boas ou ruins, melhores ou piores, primitivas ou elaboradas. Todas as variedades, sem exceção, constituem sistemas lingüísticos perfeitamente adequados para a expressão das necessidades comunicativas e cognitivas dos falantes, dadas as práticas sociais e os hábitos culturais de suas comunidades.
[Sideane Soares]